Posted by : Brenno Baldino segunda-feira, 16 de novembro de 2009

TOLOS VERSOS
Meus versos, conteúdos tão ecléticos,
Discorrem sobre fatos corriqueiros
Ainda que pareçam até patéticos
Os faço, viajantes, mensageiros.

Murmúrios, burburinhos; pelos ventos
Levados ao tempo ao espaço,
Mantidos em minha linha, assim traço.
Pra paz e pro amor, grandes ungüentos.

São alegrias aos corações tristes
Um alento ao sofredor que ainda insiste
Em dizer que a poesia não vingou.

E sendo um poeta, um sonhador,
Com os astros, meus parceiros, em sintonia;
Amor e dor se fundem em poesia.



Versejo sobre o quase que não tive
E mesmo sobre o tudo que me resta
Revejo cada porto aonde estive,
E teimo em navegar falsa floresta.

O velho marinheiro sobrevive
Comendo na verdade o que não presta,
Por mais que a realidade inda me prive
Carcaça da poesia é tão funesta.

Perebas espalhadas por aí,
Falando do quintal que nunca vi,
Da roupa que quarou Mariazinha.

Mereço alguma chance? Não mais creio,
Descubro da velhaca cada seio
Pensando que ela ainda fosse minha...

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